Um susto — e um grande alerta sobre saúde, rotina e fé
Por Luh Almeida | Universo Luh
Neste sábado, por volta das 18h30, vivi um dos maiores sustos da minha vida.
Comecei a sentir dores no peito, falta de ar, boca seca e até formigamento no braço esquerdo. Os sintomas eram sérios. Dei entrada no hospital por volta das 19h10 e só retornei para casa às 5h da manhã. A suspeita? Infarto.
O mais curioso é que, poucas horas antes, eu estava trabalhando normalmente no meu plantão. Uma intercorrência na UTI exigiu foco e urgência. Precisei montar, de última hora, uma caixa de psicofármacos — algo que eu ainda não tinha realizado antes.
Errei uma saída no sistema, o que acabou me atrasando em outras tarefas finais. Corrigi, pedi ajuda a uma colega, busquei aprender, e graças a Deus consegui entregar o plantão corretamente. Mas aquela sensação de “eu não devia ter errado... não podia ter me atrasado” Me deixou um pouco agitada e ansiosa. E foi ali, bem ali, que meu corpo começou a gritar.
A verdade é que, muitas vezes, a gente nem percebe como o emocional afeta o físico.
E o pior: vivemos num ritmo tão acelerado, tão automático, que já normalizamos o excesso.
A rotina, os prazos, a pressão, o medo de falhar, a tentativa constante de dar conta de tudo — tudo isso vai se acumulando. Até que, de repente, a conta chega. E ela não escolhe dia, nem lugar. Ela simplesmente vem. Pra todos. Sem exceção.
Naquela madrugada, entre exames, medicações e orações, dor e espera que tive um encontro profundo comigo mesma e mais uma experiência com o Senhor.
Deus direcionava meus pensamentos e me mostrava, com amor, onde eu precisava corrigir.
Pensei na minha saúde, nos meus hábitos, na alimentação, na forma como eu vinha conduzindo minha vida tão acelerada.
E entendi, mais uma vez, que precisamos estar atentos, conscientes, presentes.
A doença, muitas vezes, é silenciosa.
Ela se instala devagar, sem fazer barulho. E, como o leite que ferve sem que a gente veja, de repente transborda. E aí já não dá mais pra ignorar.
Um estilo de vida desequilibrado é um convite para que ela avance: excesso de açúcar, gorduras trans, alimentos ultraprocessados — os mesmos que, muitas vezes, oferecemos às crianças.
Mas sejamos sinceros? Não são só as crianças que consomem isso.
Nós também. Na pressa, no cansaço, na ansiedade…
Quantas vezes você já abriu um pacote de salgadinho, uma bolacha recheada, uma barra de chocolate, aquele torrone (misericórdia, amo) ou tomou aquele sorvete só pra tentar amenizar o peso do dia?
E o pior: nem sempre nos damos conta dos rótulos que gritam em letras garrafais: “alto teor de gordura”, “rico em sódio”, “excesso de açúcar”. A gente só quer aquele alívio imediato. Aquele prazer momentâneo. E, sem perceber, estamos alimentando não só o corpo... mas também as doenças silenciosas.
Precisamos aprender mais sobre nutrição.
Precisamos aprender a ler rótulos, a escolher comida, lanchinho, petiscos, doces, comida de verdade mesmo, sabe?
Precisamos buscar esse conhecimento. Porque só assim conseguiremos fazer escolhas que nos levem à saúde de verdade — aquela que previne, que nutre, que sustenta.
Tenho aprendido na faculdade de Nutrição que esse tipo de comida é chamado de comfort food, ou seja, comida de conforto.
São alimentos que trazem prazer imediato, sensação de acolhimento e até lembranças afetivas. Geralmente, alimentos consumidos com as mãos.
Eles cumprem uma função emocional. Mas, em excesso, cobram um preço alto do nosso corpo.
O que parece consolo... às vezes, é veneno disfarçado.
E não se trata apenas do que colocamos no prato.
É sobre o estilo de vida que levamos. O equilíbrio - Sabe o, “tudo me é lícito, mas nem tudo convém?.”
Sobre também o quanto nos cobramos.
Sobre o quanto ignoramos nossas dores e deixamos de ouvir os sinais — do corpo, da mente, da alma.
Depois desse susto, sigo mais atenta.
Por fim, a suspeita de infarto caiu por terra, mas a doutora me alertou que meu coração está um pouco arrítmico, preciso fazer novos exames (Ecocardiograma e Holter) e seguir o acompanhamento certinho.
Estou em acompanhamento, ajustando hábitos, revendo escolhas — e, acima de tudo, fortalecendo a minha fé.
Porque pra mim, espiritualidade não é fuga. É base. É raiz.
Eu não deixo de crer quando preciso agir. E não deixo de agir por confiar em Deus.
Ter fé também é isso: é se levantar. É se cuidar. É se priorizar.
Com coragem. Com equilíbrio. Com consciência.
Agora, eu te convido a refletir comigo:
🔍 Como está a sua saúde hoje — de verdade?
💭 O que o seu corpo e sua mente têm tentado te dizer, mas você insiste em ignorar?
🥗 Você tem prestado atenção no que consome? E nos sinais sutis que o seu corpo tem dado?
Aquela verruga ou manchinha que apareceu de repente e ficou, os cabelos e unhas mais fracos, a dor que vai e volta sempre no mesmo lugar, o cansaço constante, a sensação de fraqueza... e até mesmo o nervosismo exagerado ou a murmuração frequente.
Tudo isso pode ser mais do que “normal” — pode ser um desequilíbrio hormonal, uma carência nutricional, falta de vitaminas, necessidade de reposições ou algum processo silencioso acontecendo no seu corpo.
E principalmente, No que sente? No que guarda só pra si?
🧠 Tem cuidado da sua rotina com o mesmo zelo com que cuida dos outros, da sua fé, da sua mente?
➡️ Hoje, escolha algo diferente. Só uma coisa.
Pode ser trocar um alimento, parar cinco minutos pra respirar com intenção, se olhar no espelho e ver sinais diferentes no corpo, fazer uma oração sincera ou simplesmente ouvir seu corpo, suas emoções sem julgamento.
Você merece viver com plenitude. Corpo, alma e espírito em equilíbrio.
“Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma.”
— 3 João 1:2
Se essa mensagem te alertar, compartilhe!
Desejo-lhe saúde e fé,
Luh Almeida 👋🏼


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